Durante a terceira semana ainda percebo as crianças muito apegadas a professora regente e, começam a fazer comparações entre eu e ela. É notável meu nervosismo, embora eu busque sempre parecer tranqüila frente á elas.
Penso que com o tempo irei adquirindo maior confiança, pois, em alguns momentos em que entro no mundo da imaginação dos pequenos a aula flui melhor, porém, é muito difícil realizar este desprendimento todos os dias quando se tem convivência absoluta com adultos.
Quanto aos planejamentos, esta semana foi mais direcionada para linguagem e escrita, dialogando ainda com informática e matemática quando elaboramos um gráfico dos alimentos vendidos no circo, de acordo com a preferência da turma.
Posso destacar dois momentos mais relevantes na semana, durante duas contações de história. Na primeira eu utilizei um fantoche da Minnie, que não tinha relação com a mesma, mas usei sua imagem para ser a oradora do livro ‘Quem roubou a alegria do palhaço?’ Fiquei impressionada o quanto as crianças entram na historia e sentem-se parte dela, sempre que conversavam era com a Minnie (fantoche) e não comigo. Considerei este fato uma evidencia da construção na qual elas estão, do descobrimento e comparação da realidade e imaginário.
A segunda contação foi de uma poesia da Mulher Borracha, do livro Circo Mágico, utilizando o pandeiro para tocar na troca de páginas, notei que as crianças se divertiram neste momento.
Refletindo acerca dos relatos registrados da semana e relembrando dos momentos vividos percebi reflexos na minha prática pedagógica da interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, que traz a concepção de que a contação deve ser realizada com propriedade do texto e entonação na voz,
Para contar uma história – seja qual for – é bom saber como se faz. Afinal, nela se descobrem palavras novas, se entra em contato com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes... Se capta o ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção... Ou se brinca com a melodia dos versos, com o acerto das rimas, com o jogo das palavras... (Fanny Abramovich)
A leitura na educação infantil intenciona o pós hora do conto, quando sentamos na roda para conversar sobre o texto e posteriormente realizar atividades concretas a partir dos textos, por este motivo este momento deve ser levado a serio e o educador deve compreender que
“Quando uma criança escuta, a história que se lhe conta penetra nela simplesmente, como história. Mas existe uma orelha detrás da orelha que conserva a significação do conto e o revela muito mais tarde”. (Fanny Abramovich)
Hoje percebo que inconscientemente resgatei as idéias da autora estudada na metade do curso de pedagogia e empreguei a minha prática, e que este exercício de retomar aos textos vem acrescentando a minha formação.
Referencia Bibliográfica
ABRAMOVICH, Fanny. CONTANDO HISTÓRIAS. Capítulo 1 do livro “Literatura Infantil: gostosuras e bobices
Um comentário:
Olá Rita,
tua postagem revela teus sentimentos, angústias e percepções frente a esta terceira semana de estágio.
É muito fácil entrar no mundo mágico das crianças, mas precisamos nos permitir viver isso, sem medos e culpas.
Penso que seja importante e necessário e faz com as crianças se sintam seguras conosco.
Eles estão se desenvolvendo e aprendendo com este mundo que os cerca.
É muito bom ver que estás buscando lá em tuas aprendizagens referenciais para tuas práticas e para tuas reflexões....
Conheço o livro "O circo mágico", desenvolvi atividades relacionadas a ele com meus alunos também e eles gostaram muito, se colocando imaginariamente no mundo do circo...
Abraços e seguimos conversando...
Não precisa ficar angustiada quanto as comparações com a professora, isso nos faz perceber o quanto eles nos observam e o quanto marcamos suas vidas, quando terminares teu estágio, com certeza eles farão as mesmas comparações em relação a ti...
Viva intensamente este momento....
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