quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SEMANA 7

Estava difícil continuar a caminhada, mas finalmente encontrei uma maneira de prender a atenção das crianças. E a forma de fazer isso também foi interessante, pois não precisei mais falar alto e me exaltar para ser ouvida. Desenvolvi um quadro onde eles estão podendo observar suas atitudes diariamente. Considerando que a memória das crianças para determinados fatos é momentânea desenvolvi uma estratégia em que elas observam a cor que classifica sua postura diante da turma, considerando critérios como ser solidário, participativo, escutar quando a professora fala, não agredir verbal o fisicamente os colegas entre outros.
É a semana de teste do quadro, mas até então deu certo, elas começam a apresentar o desenvolvimento da autonomia moral através da postura positiva com a comunidade escolar e questionamentos sobre como por exemplo, de que forma podem me ajudar, se podem ajudar os colegas, se podem convidar alunos de outras salas para brincar, enfim, elas refletem e buscam melhorar a convivência em grupo. Enquanto professora, reafirma a idéia de que as crianças precisam ser ouvidas e receber ‘pequenas’ responsabilidades para que sintam-se parte importante do grupo, respeitando sempre a faixa etária, mas considerando-as sujeitos transformadores também.

SEMANA 6

Após a significância do trabalho dos vulcões, nesta semana busquei novamente subsidio para os planejamentos com as crianças, sentamos na roda e conversamos sobre o que nós já estudamos até então, instiguei-lhes a perguntar e estive atenta às suas manifestações. Após esta atividade e o recorrer da semana observei que trago reflexos dos ensinamentos de Paulo Freire sobre a diologicidade, da importância da palavra e do diálogo. Que através dela somos transformadores, entendi que para usar ela é preciso que seja permitido o uso dela, a prática do diálogo da vazão ao saber.
É interessante retomar a estes momentos de reflexão da semana agora ao final do curso, pois posso perceber com mais maturidade a contribuição das interdisciplinas, notando que elas se manifestam espontaneamente e me trazendo a consciência do quão pertinentes foram estas aprendizagens pra minha vida profissional e pessoal.
Torna-se mais vivo o sentimento de comprometimento com os educandos e a comunidade escolar.

domingo, 14 de novembro de 2010

SEMANA 5

Durante esta semana percebi que as crianças envolveram-se mais com as atividades relacionadas ao tema de seu interesse, o vulcão.
Através do registro coletivo e da pesquisa de imagens ficou evidente que se torna mais produtivo e prazeroso tanto para os alunos quando para o educador desenvolver atividades a partir de uma temática que atenda ao interesse dos alunos e possibilite a interdisciplinaridade.
Mesmo presenciando o envolvimento das crianças com o tema, hoje refletindo acerca do desenvolvimento da semana percebo que os receios do novo delimitaram o desenvolvimento de uma temática que poderia ter se entendido e tornado um projeto de aprendizagem bastante rico, metodologia na qual foi rejeitada inicialmente.
Apesar de chegar a esta conclusão quanto a minha pratica pedagógica, entendo que esta foi mais uma semana de aprendizagem e aperfeiçoamento da formação profissional.
Neste momento recordo-me de quando a interdisciplina Seminário Integrador trouxe-nos a metodologia dos P.A’s e que para nós adultos foi bem difícil compreender como o trabalho se desenvolveria, nesta perspectiva tento me posicionar enquanto criança para poder continuar buscando o amadurecimento da compreensão e formas de aplicar na prática, de forma que contribua para o desenvolvimento cognitivo e social do alunos.